Laboratório de Plâncton

  • Coordenação

Prof. Dr. Marcelo de Oliveira Soares

  • Contato

    Fone: (85) 3366 7010
  • Pesquisadoras permanentes

Ms Tatiane Martins Garcia (Zooplâncton) e Dra Maria Odete Parente Moreira (Fitoplâncton)

  • Corpo discente

Alunos de graduação (Oceanografia, Ciências Ambientais, Engenharia de Pesca, Ciências Biológicas).

Alunos de pós-graduação (Mestrado e Doutorado do Programa de Pós-graduação em Ciências Marinhas Tropicais – LABOMAR e do Programa de Desenvolvimento e Meio Ambiente-PRODEMA)

  • Breve histórico

As pesquisas sobre o PLÂNCTON MARINHO e ESTUARINO foram iniciadas ainda na década de 60 no Instituto de Ciências do Mar, com os primeiros resultados incluídos no trabalho “Estudo preliminar sobre a flora e a fauna de águas estuarinas do Estado do Ceará”. Além desse, foram publicados outros 10 trabalhos sobre o conteúdo estomacal (incluindo o plâncton) de outros organismos marinhos, todos publicados no então “Arquivo da Estação de Biologia Marinha” da Universidade Federal do Ceará, oriundos de pesquisas feitas no atual Instituto de Ciências do Mar em espaços dispersos.
Nos anos 70, com a mudança para Laboratório de Ciências do Mar (Labomar), os trabalhos sobre o PLÂNCTON continuaram sendo desenvolvidos como parte integrante das pesquisas da Divisão de Oceanografia Biótica. Durante esta fase, também foram ministradas e desenvolvidas, nos laboratórios da Divisão, aulas teóricas e práticas da disciplina e monografias de graduação de PLANCTOLOGIA (total de 8), do recém criado Curso de Engenharia de Pesca /UFC. Os artigos sobre a composição e distribuição do plâncton foram quatro nesta época, sendo um sobre o plâncton estuarino; um sobre o plâncton de águas costeiras; e dois sobre o plâncton marinho da plataforma continental do Ceará. Os três primeiros foram publicados na revista Arquivos de Ciências do Mar (Labomar/UFC) e último na revista Trabalhos Oceanográficos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Nesta década, o estudo do zooplâncton se destacou com os trabalhos de Fonseca & Klein (1976), Klein & Moreira (1977) e Machado et al. (1977), todos publicados no Arquivos de Ciências do Mar. Após um período de desativação, durante grande parte dos anos 80, os trabalhos sobre o zooplâncton foram retomados em 1987, com o pesquisador Francisco de Assis Pereira da Costa, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), que iniciou os trabalhos sobre o desenvolvimento larval de crustáceos decápodes (lagostas espinhosas, caranguejos e camarões) gerando resumos para congressos, orientações de estágios e co-orientações de dissertações, além das publicações Littlepage et al. (1980), na revista Arquivos de Ciências do Mar, e Moura et al. (1990) na revista Caatinga.
A partir de 2004, com o retorno da pesquisadora especializada na área de Taxonomia, Ecologia e Fisio-Ecologia do Fitoplâncton Marinho e Estuarino, Dra. Maria Odete Parente Moreira, foram reiniciadas as atividades de pesquisa e a reestruturação da linha de FITOPLÂNCTON. A partir de 2006, com o início das atividades da Pesquisadora Tatiane Martins Garcia, Bióloga e Mestre em Ciências Marinhas Tropicais – Labomar / UFC, foram novamente incorporadas às atividades do Laboratório pesquisas sobre a Biologia, Ecologia e Taxonomia do Zooplâncton Marinho e Estuarino. Nesta ocasião o então Laboratório de FITOPLÂNCTON passou a integrar o atual Laboratório de PLÂNCTON. Recentemente, o Prof. Dr. Marcelo de Oliveira Soares foi contratado, junto ao Programa REUNI, e assumiu a coordenação do Laboratório, devido experiências  na área de Oceanografia Biológica e Zooplâncton Gelatinoso.
A atual estrutura física do Laboratório de Plâncton (LABOMAR-UFC) foi implantada na década de 90 com recursos financeiros majoritariamente oriundos da rede temática do monitoramento ambiental marinho da PETROBRAS para infra-estrutura. Projetos recém-contratados, oriundos do CNPq, CAPES, FCPC e FUNCAP, levarão a atual estrutura do Laboratório, que trabalha na área de Zooplâncton, Fitoplâncton e Bioindicadores de impactos ambientais. O Laboratório de Plâncton tem por objetivo praticar pesquisa de excelência na área de Ciências do Mar e Ambientais, sobretudo com estudos na área de oceanografia biológica e que subsidiem o manejo sustentável das áreas costeiras e oceânicas. A formação de recursos humanos altamente qualificados, em nível de graduação e pós-graduação, é outra missão importante do Laboratório.

  • Atribuição do Laboratório

a) Realizar estudos nas áreas de Pesquisa de Zooplâncton, Fitoplâncton e Bioindicadores de impactos ambientais;

b) Capacitar estudantes de graduação em Ciências Biológicas, Oceanografia, Ciências Ambientais, Engenharia de Pesca e área afins, nas áreas de pesquisas desenvolvidas;

c) Orientar projetos de pesquisas;

d) Realizar monitoramento da qualidade ambiental de áreas marinhas (neríticas e oceânicas) e estuarinas, considerando a estrutura da comunidade zooplanctônica, fitoplanctônica e da produtividade dos ecosisstemas;

e) Divulgação dos estudos realizados para a comunidade científica, através da participação e organização de eventos e publicações em anais de congressos e periódicos especializados.

  • Linhas de pesquisa

• Taxonomia e ecologia do fitoplâncton marinho (costeiro e oceânico) e estuarino (composição, distribuição, produtividade, biomassa e densidade celular e suasinterações com as condições ambientais)

• Fitoplâncton como indicador de processos de eutrofização de estuários e águas marinhas costeiras

• Ecologia, biologia e taxonomia de microalgas marinhas nocivas formadoras de florações (harmful algal bloom – HAB)

• Acumulação de microalgas em zonas de rebentação de praias arenosas

• Fisio-ecologia do fitoplâncton marinho (costeiro e oceânico) e estuarino (isolamentos, cultivos e bio-ensaios)

• Biologia e ecologia do zooplâncton em ambientes marinhos (costeiro e oceânico) e estuarinos

• Monitoramento ambiental da comunidade zooplanctônica

• Ecologia larval de crustáceos

• Ecologia do zooplâncton gelatinoso

• Ecologia de macromedusas

• Biologia e ecologia do ictioplâncton