Pesquisadores de vários países discutem mudanças climáticas no PORSEC 2016

9 de janeiro de 2017

Reprodução de notícia publicada em 8 de novembro 2016.

Pesquisadores da Rússia, China, Canadá, Estados Unidos, Indonésia e de várias universidades brasileiras estão reunidos em Fortaleza para compartilhar o conhecimento e discutir pesquisas relacionadas ao monitoramento remoto da Terra e às mudanças climáticas no planeta. Trata-se do Pan Ocean Remote Sensing Conference (PORSEC), um dos mais importantes eventos internacionais nessa área, que tem o Instituto de Ciências do Mar (Labomar) da Universidade Federal do Ceará na linha de frente da organização.

Esta é a primeira vez que o PORSEC é realizado no Brasil – o último ocorreu em 2014 em Bali, na Indonésia. Durante o evento, que prossegue até sexta-feira (11), serão realizados debates, mesas-redondas e apresentação de estudos sobre as interações entre oceano e atmosfera que impactam o clima, eventos extremos (como a seca), sensoriamento remoto da superfície terrestre, impactos costeiros, novas tecnologias de processamento de imagens do globo, dentre outros temas.

Na sexta-feira (11), a partir das 8h30min, haverá mesa-redonda sobre mudanças climáticas, com a participação do cientista da Agência Espacial Americana (Nasa) Josefino Comiso; da pesquisadora da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA-USA, na sigla em inglês) Kristina Katsaros; do presidente da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), Eduardo Martins; do pesquisador do CLIVAR Project Office (Reino Unido) Nico Caltabiano; e do pesquisador do IOS-Canada Jim Gower. A programação completa pode ser vista no site do evento.

Além dos debates e do intercâmbio científico entre pesquisadores de ponta, o PORSEC 2016 mostrará as perspectivas de inovação tecnológica que podem aperfeiçoar os trabalhos de previsão climática. Por meio das tecnologias espacial e computacional disponíveis, é possível estudar o planeta Terra como um sistema global em suas várias escalas espaciais e temporais. De acordo com o Prof. Antônio Geraldo Ferreira, do Labomar, quanto mais confiáveis forem os dados obtidos dos oceanos e da atmosfera, mais precisas serão as atividades de previsão. O uso de microssatélites é um exemplo de inovação tecnológica nessa área. O tema está entre os que serão discutidos ao longo da programação.

O PORSEC 2016 ocorre no Marina Park Hotel e está sendo ministrado em língua inglesa. A organização é do Laboratório de Observação da Terra, do Labomar da UFC, juntamente com a Sociedade de Sensoriamento Remoto do Oceano Pacífico, associação dedicada a estimular programas científicos de países em desenvolvimento no uso de dados globais de sensoriamento remoto.

Fonte: Prof. Antônio Geraldo Ferreira, presidente do comitê organizador local do PORSEC 2016 – fones: 85 3366 7019 e 3366 7021 [Reprodução de notícia publicada em 8 de novembro 2016 no Portal da UFC]